Design Sistêmico: Renovável, Cíclico e Praticável.
Frente a eminente escassez dos recursos naturais e ao caos ambiental que tem se manifestado com mais intensidade em algumas regiões demográficas, a humanidade está revendo a maneira de produzir e também de consumir. A tendência das empresas é adequarem sua produção ao uso de recursos mais sustentáveis. É a onda que veio para ficar. Afinal, sem água, ar e solo fértil não existirá ser vivo para desfrutar de toda riqueza e tecnologia oriunda da exploração descontrolada. No entanto é preciso repensar este cenário, INOVAR. Introduzir algo de novo o que não significa necessariamente novas tecnologias. Inovar seria olhar de outra perspectiva, propor diferentes caminhos… No design, surge o termo design sistêmico, que tem por finalidade desenvolver produtos e serviços com valor adjunto que colabore com a sustentabilidade econômica social ambiental. Sistêmico? Palavra oriunda de sistema, “elementos interdependentes que se integram formando uma unidade”. Para melhor exemplificar, pensemos em uma fazenda onde cada grupo de animais e plantas representam um sistema e juntos integram um sistema maior. O estudo sistemático neste contexto propõe novas conexões. Com fins, de reaproveitar o … Continue reading
Projeto tem começo, meio, fim …. e conseqüências
Por Rodrigo Campos Já há algum tempo defendo que os conceitos clássicos são ainda insuficientes para definir o sucesso ou limitar as mudanças obtidas por projetos. Não tenho nenhuma dúvida que essas definições extrapolam simplesmente o cumprimento de escopo, custo, prazo e qualidade. Reconheço a mais-valia e a evolução das metodologias de gerenciamento de projetos baseadas naquilo que defino como enfoque clássico visto que buscam estabelecer um padrão médio referenciado em best practices. Entretanto, identifico que o maior equivoco dessa abordagem seja o de focar resultado e não efeito (conseqüência). É assim que explico parte do insucesso mesmo daqueles projetos que obtêm o sucesso técnico. Entendo que o sucesso real de um projeto não pode ser garantido apenas pelo gerenciamento da sua integração, escopo, tempo, custos, qualidade, recursos humanos, comunicações, riscos e aquisições ou pelo acompanhamento de cronogramas e curva S ou elaboração de relatórios. Na minha visão: “Projeto tem começo, meio, fim …. e conseqüências”.
Uma questão de lealdade para com…
Por Rodrigo Campos De acordo com as definições mais comuns lealdade é – “propósito ou devoção de fidelidade a alguma pessoa ou causa”. Constitui algo que entregamos a terceiros por escolha e convicção. Em tese, ao leal importa a crença, a admiração e o apoio incondicional a outrem. O leal se caracteriza por ser um observador atento que participa da construção da história, embora não seja dela protagonista. Uma referência rica sobre o mesmo tema é o clássico da literatura mundial Don Quixote de la Mancha, do espanhol Miguel de Cervantes. Dom Quixote, após ler vários livros sobre cavalaria errante, enlouquecido, veste-se com uma armadura velha e convida Sancho Pança para ser seu escudeiro, que aceita segui-lo pela promessa de governar uma ilha. Sancho, um ingênuo lavrador, atua como personagem de contraste. Enquanto Quixote é fantasia, Sancho é realidade. Cavaleiro e escudeiro saem pelo mundo em busca de consertar aquilo que está torto. Pensando salvar fracos, oprimidos e donzelas em perigo, Dom Quixote faz confusões com rebanho de ovelhas, declarações à amada Dulcinéia e ao encontrar moinhos de vento, confunde-os com gigantes … Continue reading
A Teoria do Quarto.
Por Rodrigo Campos Vejo alguns Gerentes de Projetos e outros profissionais neófitos cheios de certezas sobre muitas coisas, mas desorganizados em seus pensamentos e abordagens. Eles dominam siglas, técnicas, tecnologias e ferramentas, mas não conseguem organizar suas rotinas. São apressados embora estejam normalmente atrasados em suas atividades, não raramente estão estressados e têm sempre “coisas” muito importantes e exclusivas a fazer. Discuti essa percepção numa viagem ao Rio de Janeiro com um grande amigo e também consultor, o Sr. JMB. Esse bom amigo, que possui grande vivência corporativa e conhecimento filosófico, desenvolveu uma teoria simples, inteligente e, sobretudo, bem humorada para tratamento dessa questão que mereceu nossa atenção por algumas horas. A base da teoria é: “Organize seu quarto e prepare a mente para resolver outras questões”.
Elegância Empresarial.
Por Rodrigo Campos Neste texto quero abordar a Elegância Empresarial, que considero algo mais distinto que simplesmente seguir a Etiqueta Corporativa. Enquanto a etiqueta baseia-se em recomendações de comportamentos aceitos socialmente para o profissional, a elegância remete ao modo como postura e atitudes da organização são percebidas. A Elegância Empresarial posiciona-se no sentido oposto do Capitalismo Selvagem, que também chamo de Barbarismo Empresarial. No Barbarismo tudo é permitido em função de um interesse unilateral que visa lucro a qualquer custo, sem qualquer base ética, moral ou compromisso social. De maneira análoga, o bárbaro se serve à mesa como se aquela fosse sua única e última refeição. Tal qual uma nuvem de gafanhotos, ele esgota todos os recursos de uma lavoura e, em seguida, busca uma nova área para consumir deixando a anterior absolutamente devastada. Usando a mesma figuração, o elegante serve-se de maneira suficiente para satisfazer sua vontade e necessidades, pois, sabe que aquela não é a única nem será sua última refeição. Ao ver a lavoura, porta-se como o agricultor que, além de mantê-la, investe para que possa ser melhorada e … Continue reading
Experiência é Poeira na Bota.
Por Rodrigo Campos Tem sido um erro comum organizações confundirem profissional sênior com senil. Penso na energia que gastamos em nossas organizações com situações onde a experiência simplificaria inúmeras tentativas em acertos objetivos. Não estou simplificando problemas corporativos como sendo a repetição de questões já vividas, embora isso possa de fato ocorrer. Aqui afirmo apenas que a experiência pode ajudar muito na busca de soluções pela comparação de cenários, ações, resultados e efeitos. As organizações modernas devem buscar construir com o auxilio da tecnologia da informação e suas ferramentas de software um repositório de conhecimento. Contudo, não creio que por essa possibilidade seja ignorada outra base substancial de conhecimento – a experiência do profissional.
Cumplicidade Corporativa.
Por Rodrigo Campos Atuo no mercado de Tecnologia da Informação onde turn-over é altíssimo. Por muito tempo acreditei que este fato se justificava pelo dinamismo da tecnologia, mas hoje vejo que ele se dá também pela falta de cumplicidade corporativa. Como consultor tenho a oportunidade de conhecer organizações de variados portes e segmentos. Recentemente, prestei consultoria para uma empresa onde essa cumplicidade me chamou atenção. Havia ali um senso de compromisso, gratidão e fidelidade incomum na nova ordem corporativa. Essa empresa, que é destaque no seu segmento de atuação, tem um grande empreendedor à sua frente, diretores competentes e suporte técnico e operacional eficiente. Embora isso explique o seu sucesso empresarial não explica o ambiente organizacional que encontrei. Então, fui procurar respostas junto às pessoas.
Chegar ao Topo.
Por Rodrigo Campos A abordagem clássica sobre carreira nos ensina a planejar, focar e organizar nossas ações em benefício de determinados objetivos. O caminho para o sucesso é descrito como uma escalada. Tal qual o alpinista, o profissional deve definir sua meta, estudar, planejar, equipar e executar seu plano rumo ao topo. Vamos tomar como exemplo a escalada do Monte Everest. As dificuldades são sabidamente enormes e os erros podem ser fatais. Muitos desistem, outros ficam pelo caminho, os poucos que alcançam o topo lá ficam por pouquíssimo tempo, há aqueles que padecem ao deixá-lo e ainda há quem volte a visitá-lo.
Vitória – A Lição do Esporte para o Mundo Corporativo.
Por Rodrigo Campos O sucesso corrobora uma trajetória, enquanto a vitória evidencia um momento. Ao assistir o Grande Prêmio da Turquia de F1 2008 me chamou atenção a comemoração de dois pilotos brasileiros. Um comemorava sua corrida de número 257 e o outro sua vitória, a 3ª consecutiva naquele circuito. A comemoração de um era mais contida, enquanto a do outro completamente visceral. É inegável que ambos têm trajetórias bem sucedidas. Obtiveram notoriedade em suas profissões, ajudaram seus familiares, constituíram suas próprias famílias e alcançaram êxito financeiro. Em propósitos, possuem ambições diferentes. Aquele que comemorou sua 3ª vitória, o mais novo, admite parar de correr quando não se sentir mais “competitivo” – ele quer ser campeão. O outro se propõe a celebrar cada participação subseqüente ao record 257 como vitória pelo fato de se manter “ativo”. Este exemplo que, pode bem representar comportamentos corporativos e individuais, é marcado por pontos comuns, ambição pela vitória e motivação pessoal, cada qual com sua perspectiva e medida.
Experiência – Lanterna na Popa ou Farol?
Por Rodrigo Campos Há algum tempo li por indicação de um amigo as memórias de Roberto Campos, ex-seminarista, economista, diplomata e político brasileiro reconhecido mesmo por seus desafetos como uma das maiores personalidades do Brasil contemporâneo. Bob Fields, como também era conhecido, teve brilhante carreira diplomática e política, tendo sido Embaixador, Deputado Federal, Senador e Ministro de Estado. Sua experiência foi relatada a próprio punho em dois livros sob o título Lanterna na Popa. A leitura dessas memórias elucida importantes capítulos a história brasileira e internacional da qual foi observador, coadjuvante e não raramente protagonista. Seus relatos caminham por fatos como a segunda guerra mundial, industrialização brasileira, pós-guerra, criação do Banco Mundial, guerra fria, criação do BNDE, criação da Pretrobras, milagre econômico, constituinte de 1988, privatizações, entre muitos outros. Além desses fatos, sua própria história de vida é um notável exemplo. Entre as muitas histórias relatadas, destaco uma que envolvia diretamente o ex-presidente americano Kennedy, líder do qual foi próximo, que transcrevo a seguir:


