A Corrida no Meio Empresarial
Neste mundo de hoje, tudo é corrido, tudo é para ontem. Não paramos de correr nem um minuto com nossas atividades. Em muitos sentidos, não saímos de nossos escritórios, ou da frente do computador. Sobra tempo para corrermos e trabalharmos o corpo e a mente? Uma grata opção para vencer o sedentarismo e gerar um bem-estar no campo da saúde física e mental é a pratica da corrida. Atividade gratuita, é somente calçar um tênis e correr. Segundo os praticantes, basta começar a correr para não pararmos mais. Quem lembra do filme Forrest Gump – O Contador de Histórias? No filme, o personagem principal simplesmente começou a correr e ficou anos correndo! O espirito de ser atleta aflora nas primeiras passadas. Ser o seu próprio veículo de transporte… A liberdade de seguir em frente na sua própria velocidade não tem preço. Problemas como stress e falta de criatividade podem ser deixados para trás. Melhorias na vida pessoal e profissional e até mesmo o encontro de soluções podem advir desta prática esportiva. A corrida torna-se elemento fundamental na vida dos corredores. … Continue reading
A Importância da Aprendizagem Organizacional
Na sociedade da informação, em que os processos são cada vez mais automatizados e o trabalho braçal e repetitivo tem cada vez menos espaço, o conhecimento se torna um importante diferencial, para não dizer o mais importante bem de uma organização. O conhecimento é um diferencial, pois só ele é capaz de gerar inovação. As ferramentas, os equipamentos, as máquinas e até mesmo as informações estão disponíveis para todos. Portanto, o que diferencia uma organização da outra é sua habilidade em utilizá-las a favor do negócio. A aprendizagem organizacional permite que a empresa absorva as novas tecnologias, melhore continuamente seus processos, desenvolva novos e inovadores produtos e serviços, aumentando assim seu valor de mercado, seu diferencial perante os concorrentes, sua margem de lucro e diminuindo insatisfações, desperdícios e estagnação. Um programa de aprendizagem organizacional deve se preocupar em capturar o conhecimento existente na empresa, na cabeça das pessoas, nas veias dos processos e no coração dos departamentos, organizá-lo, consolidá-lo e difundi-lo. Dessa maneira, as melhores práticas e os conceitos adotados são retidos e padronizados para toda a empresa. Não … Continue reading
Sustentabilidade no Trabalho
____________________________________________________ Santiago Martins – Ilustrador e animador do Allegro Business Group.
Projeto tem começo, meio, fim …. e conseqüências
Por Rodrigo Campos Já há algum tempo defendo que os conceitos clássicos são ainda insuficientes para definir o sucesso ou limitar as mudanças obtidas por projetos. Não tenho nenhuma dúvida que essas definições extrapolam simplesmente o cumprimento de escopo, custo, prazo e qualidade. Reconheço a mais-valia e a evolução das metodologias de gerenciamento de projetos baseadas naquilo que defino como enfoque clássico visto que buscam estabelecer um padrão médio referenciado em best practices. Entretanto, identifico que o maior equivoco dessa abordagem seja o de focar resultado e não efeito (conseqüência). É assim que explico parte do insucesso mesmo daqueles projetos que obtêm o sucesso técnico. Entendo que o sucesso real de um projeto não pode ser garantido apenas pelo gerenciamento da sua integração, escopo, tempo, custos, qualidade, recursos humanos, comunicações, riscos e aquisições ou pelo acompanhamento de cronogramas e curva S ou elaboração de relatórios. Na minha visão: “Projeto tem começo, meio, fim …. e conseqüências”.
Uma questão de lealdade para com…
Por Rodrigo Campos De acordo com as definições mais comuns lealdade é – “propósito ou devoção de fidelidade a alguma pessoa ou causa”. Constitui algo que entregamos a terceiros por escolha e convicção. Em tese, ao leal importa a crença, a admiração e o apoio incondicional a outrem. O leal se caracteriza por ser um observador atento que participa da construção da história, embora não seja dela protagonista. Uma referência rica sobre o mesmo tema é o clássico da literatura mundial Don Quixote de la Mancha, do espanhol Miguel de Cervantes. Dom Quixote, após ler vários livros sobre cavalaria errante, enlouquecido, veste-se com uma armadura velha e convida Sancho Pança para ser seu escudeiro, que aceita segui-lo pela promessa de governar uma ilha. Sancho, um ingênuo lavrador, atua como personagem de contraste. Enquanto Quixote é fantasia, Sancho é realidade. Cavaleiro e escudeiro saem pelo mundo em busca de consertar aquilo que está torto. Pensando salvar fracos, oprimidos e donzelas em perigo, Dom Quixote faz confusões com rebanho de ovelhas, declarações à amada Dulcinéia e ao encontrar moinhos de vento, confunde-os com gigantes … Continue reading
A Teoria do Quarto.
Por Rodrigo Campos Vejo alguns Gerentes de Projetos e outros profissionais neófitos cheios de certezas sobre muitas coisas, mas desorganizados em seus pensamentos e abordagens. Eles dominam siglas, técnicas, tecnologias e ferramentas, mas não conseguem organizar suas rotinas. São apressados embora estejam normalmente atrasados em suas atividades, não raramente estão estressados e têm sempre “coisas” muito importantes e exclusivas a fazer. Discuti essa percepção numa viagem ao Rio de Janeiro com um grande amigo e também consultor, o Sr. JMB. Esse bom amigo, que possui grande vivência corporativa e conhecimento filosófico, desenvolveu uma teoria simples, inteligente e, sobretudo, bem humorada para tratamento dessa questão que mereceu nossa atenção por algumas horas. A base da teoria é: “Organize seu quarto e prepare a mente para resolver outras questões”.
Elegância Empresarial.
Por Rodrigo Campos Neste texto quero abordar a Elegância Empresarial, que considero algo mais distinto que simplesmente seguir a Etiqueta Corporativa. Enquanto a etiqueta baseia-se em recomendações de comportamentos aceitos socialmente para o profissional, a elegância remete ao modo como postura e atitudes da organização são percebidas. A Elegância Empresarial posiciona-se no sentido oposto do Capitalismo Selvagem, que também chamo de Barbarismo Empresarial. No Barbarismo tudo é permitido em função de um interesse unilateral que visa lucro a qualquer custo, sem qualquer base ética, moral ou compromisso social. De maneira análoga, o bárbaro se serve à mesa como se aquela fosse sua única e última refeição. Tal qual uma nuvem de gafanhotos, ele esgota todos os recursos de uma lavoura e, em seguida, busca uma nova área para consumir deixando a anterior absolutamente devastada. Usando a mesma figuração, o elegante serve-se de maneira suficiente para satisfazer sua vontade e necessidades, pois, sabe que aquela não é a única nem será sua última refeição. Ao ver a lavoura, porta-se como o agricultor que, além de mantê-la, investe para que possa ser melhorada e … Continue reading
Experiência é Poeira na Bota.
Por Rodrigo Campos Tem sido um erro comum organizações confundirem profissional sênior com senil. Penso na energia que gastamos em nossas organizações com situações onde a experiência simplificaria inúmeras tentativas em acertos objetivos. Não estou simplificando problemas corporativos como sendo a repetição de questões já vividas, embora isso possa de fato ocorrer. Aqui afirmo apenas que a experiência pode ajudar muito na busca de soluções pela comparação de cenários, ações, resultados e efeitos. As organizações modernas devem buscar construir com o auxilio da tecnologia da informação e suas ferramentas de software um repositório de conhecimento. Contudo, não creio que por essa possibilidade seja ignorada outra base substancial de conhecimento – a experiência do profissional.
Cumplicidade Corporativa.
Por Rodrigo Campos Atuo no mercado de Tecnologia da Informação onde turn-over é altíssimo. Por muito tempo acreditei que este fato se justificava pelo dinamismo da tecnologia, mas hoje vejo que ele se dá também pela falta de cumplicidade corporativa. Como consultor tenho a oportunidade de conhecer organizações de variados portes e segmentos. Recentemente, prestei consultoria para uma empresa onde essa cumplicidade me chamou atenção. Havia ali um senso de compromisso, gratidão e fidelidade incomum na nova ordem corporativa. Essa empresa, que é destaque no seu segmento de atuação, tem um grande empreendedor à sua frente, diretores competentes e suporte técnico e operacional eficiente. Embora isso explique o seu sucesso empresarial não explica o ambiente organizacional que encontrei. Então, fui procurar respostas junto às pessoas.
Chegar ao Topo.
Por Rodrigo Campos A abordagem clássica sobre carreira nos ensina a planejar, focar e organizar nossas ações em benefício de determinados objetivos. O caminho para o sucesso é descrito como uma escalada. Tal qual o alpinista, o profissional deve definir sua meta, estudar, planejar, equipar e executar seu plano rumo ao topo. Vamos tomar como exemplo a escalada do Monte Everest. As dificuldades são sabidamente enormes e os erros podem ser fatais. Muitos desistem, outros ficam pelo caminho, os poucos que alcançam o topo lá ficam por pouquíssimo tempo, há aqueles que padecem ao deixá-lo e ainda há quem volte a visitá-lo.


