Projeto tem começo, meio, fim …. e conseqüências

Por Rodrigo Campos     Já há algum tempo defendo que os conceitos clássicos são ainda insuficientes para definir o sucesso ou limitar as mudanças obtidas por projetos. Não tenho nenhuma dúvida que essas definições extrapolam simplesmente o cumprimento de escopo, custo, prazo e qualidade. Reconheço a mais-valia e a evolução das metodologias de gerenciamento de projetos baseadas naquilo que defino como enfoque clássico visto que buscam estabelecer um padrão médio referenciado em best practices. Entretanto, identifico que o maior equivoco dessa abordagem seja o de focar resultado e não efeito (conseqüência). É assim que explico parte do insucesso mesmo daqueles projetos que obtêm o sucesso técnico. Entendo que o sucesso real de um projeto não pode ser garantido apenas pelo gerenciamento da sua integração, escopo, tempo, custos, qualidade, recursos humanos, comunicações, riscos e aquisições ou pelo acompanhamento de cronogramas e curva S ou elaboração de relatórios. Na minha visão: “Projeto tem começo, meio, fim …. e conseqüências”.

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Começo, Meio, Fim e Recomeço.

Por Rodrigo Campos   Tratamos começo, meio, fim e recomeço como algo inesperado, mas nada é mais constante na jornada humana. Sempre que pensamos terminar alguma coisa, iniciamos outra. Acredito não existir vácuo entre o término e o início. No começo tudo se resume a motivação e expectativas. Interagimos com o mundo e os seus atores com leveza e crença. Então, começamos a questionar e a duvidar. Chamamos a superação desses questionamentos e dúvidas de aprendizado. Considero essa fase como sendo a mais incrível das nossas vidas. Tudo se apresenta como novo e desafiador. Planejamos e agimos pensando em benefícios futuros, que podem ou não acontecer. Temos que acreditar que nossas expectativas se confirmarão. É isso que nos provê a vontade e esperança para prosseguir. Lembro-me de uma estória que ouvi na infância atribuída ao meu avô Bira. Nela um matuto plantava uma árvore que daria o seu primeiro fruto 20 anos depois. Quando questionado da validade daquele gesto por um amigo, o tal matuto respondeu que a partir daquele momento faltaria menos tempo para saborear o fruto.

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O grande desafio do Líder.

Por Rodrigo Campos   Como líder, busco fomentar o que de melhor existe em cada membro da minha equipe. Por uma opção particular, aplico um sistema de liberdade que faz com que cada membro tenha o sentimento de ser independente dentro da sua área de atuação. Procuro fazer emergir uma disciplina espontânea e ao mesmo tempo o senso de responsabilidade com o todo. Não vejo dilema entre ser temido ou respeitado, pois, opto sempre pelo respeito. Busco cumprir bem o papel de quem se propõe a liderar pessoas. Coloco-me entre as atividades que devem ser feitas e a pressão que existe para que não sejam. Digo sempre aos meus pares: “Estou aqui para deixá-los produzir e para impedir aquilo ou aqueles que se contraponham a isso”. Num primeiro momento, compro briga com quem só enxerga cifras e números. Embora sejam parâmetros importantes, entendo que o meu capital é o humano – o profissional, sendo ele o responsável pela geração do ativo – o conhecimento. É isso que produz o resultado, e isso que potencializo. Sendo o resultado favorável (e é) até os numerólogos ficam satisfeitos. … Continue reading

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A razão para algo que existe.

Por Rodrigo Campos   “Propósito não é o ponto de mira do arqueiro; é a trajetória da flecha.” Mark L. Carpenter Não dou fé às generalizações de livros de auto-ajuda ou quaisquer outros que limitam a jornada humana a seguir receituários de sucesso. É como se fosse possível aos seus autores determinar que a atitude “X” leva diretamente ao resultado “Y”. Não creio que exista uma fórmula única e infalível para a felicidade pessoal ou para o sucesso profissional. Esse tipo de abordagem, apesar de possibilitar avanços em alguns casos, que reconheço, normalmente leva a crer que segui-la possa garantir êxito nas nossas pretensões, o que não raramente gera frustrações. Dou fé ao autoconhecimento, mas sei que ele não é garantia de felicidade ou sucesso. Sinto que por mais correto que desejo e tento ser, é certo que cometerei erros. Julgo que ao humanizar meus ídolos encurto a distancia até eles, torno-os figuras humanas possíveis. Creio na força do homem para projetar o seu futuro e escrever de próprio punho a sua história. Sei que devo agir com responsabilidade, sobretudo, … Continue reading

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Ética: Convicção ou responsabilidade?

Por Rodrigo Campos   Imagine-se o presidente eleito de um país tropical que pretende implementar um plano econômico, do qual foi convencido que irá gerar bons resultados futuros. Esse plano dependerá do confisco da poupança, entre outras medidas impopulares. Na semana da sua posse, você concede uma entrevista. Eis que surge a pergunta- “Sr. Presidente, a poupança do povo corre o risco de ser confiscada?” Responder “sim”, provocaria uma corrida aos bancos e um colapso no sistema financeiro. Responder “não”, coloca-o como mentiroso diante daqueles que depositaram confiança em você. Infelizmente, o final deste dilema conhecemos bem. Tendemos a nos distanciar de dilemas assim. Porém, no nosso dia-a-dia, seja profissional (que abordarei) ou pessoal, não raramente temos que enfrentá-los. “Sr. Diretor, atingiremos a meta?” “Sr. Parceiro, ganharemos juntos?” “Sr. Consultor, devo demitir essas pessoas?” “Sr. Gerente, vamos concluir este projeto no prazo e custo previsto?” “Sr. Colaborador, está realmente comprometido com a nossa empresa?” “Sr. Técnico, temos a qualidade que dizemos possuir aos nossos clientes?” “Sr. Candidato, é tão bom quanto diz o seu currículo?” “Sra. Empresa, pode aumentar o meu … Continue reading

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Certificação x Competência – Ter ou ser, eis a questão?

Por Rodrigo Campos   Há quem se disponha a acalorados debates sobre este tema. Tentarei abordá-lo com objetividade. Com o propósito didático, irei desconstruir algo em que acredito (formação) para explicitar algo em que não acredito (manipulação). Atuo no mercado da tecnologia da informação (TI). TI tem como principal produto “conhecimento que gera tecnologia”. Bill Gates e Steve Jobs, fundadores da Microsoft e Apple, respectivamente, são expoentes mundiais da TI. Suas empresas dispensam maiores apresentações, basta dizer que são marcas mundiais e que o faturamento delas é maior que a riqueza de países. O que Bill e Steve têm em comum? Além da fortuna, da vocação empreendedora e da notoriedade mundial, nenhum deles completou sua formação acadêmica superior. Alguém duvida da competência deles? Os resultados desses profissionais não dão margem a esse tipo de dúvida. Eles são competentes!

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Reflexão: Meus Axiomas.

Por Rodrigo Campos   Dizem que conselhos são uma forma de nostalgia. Por isso, vou escrever com base nas minhas próprias experiências e observações, que são fruto dos meus acertos e muitos tropeços. Fiquem tranqüilos, pois não recomendarei que usem “filtro solar”. Buscarei ser breve e direto. Irei sintetizar “tudo” em 12 conselhos, que, como são meus, minhas verdades, chamarei de Axiomas Fields, sendo eles: 1º  - O que quer que deseje ser, seja qual profissão for, que ela seja por opção, nunca por falta dela. A falta de sinceridade profissional é um dos piores pecados que podem ser cometidos e, normalmente, condena o pecador à mediocridade profissional, seguida de frustração pessoal. 2º - A formação acadêmica, certificações e cursos são muito importantes. As certificações, por exemplo, no mínimo, mudam o seu currículo de pilha na mesa do avaliador. Porém, é o modo como você faz o seu trabalho e produz resultados objetivos (mensuráveis) que irá definir você como profissional. Obtenha títulos e certificados, mas faça com que os seus resultados possam falar mais por você que eles. Resultados são sempre o melhor cartão … Continue reading

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Uma lição atemporal de liderança

Por Rodrigo Campos   “Os grandes navegadores devem sua reputação aos temporais e às grandes tempestades” – Epicuro Tudo aquilo que tenho pesquisado, observado e vivido me indica que o bom líder é aquele que entende, e se faz entender por os seus liderados. É preciso saber comandar, mas é fundamental saber cativar. É fundamental que o liderado tenha fé no seu líder, seja para ter êxito e gozar de vitória gloriosa, ou para fracassar, e neste caso, padecer com honra. Citarei um relato de homens que foram capazes de superar situações desfavoráveis pela confiança no seu líder e outro onde isso não ocorreu. Um bom exemplo é a saga do Endurace, um navio a serviço da coroa britânica na Expedição Imperial Transantártica de 1914, comandado por Ernest Shackleton, que após ficar 306 dias nas garras de banquisas de gelo foi esmagado e afundou, deixando a todos no meio de um mar congelado. A determinação do capitão Shackleton salvou sua tripulação de 27 homens depois do desastre da perda do navio seguida do isolamento e da sobrevivência sobre o gelo.

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