Projeto tem começo, meio, fim …. e conseqüências

Por Rodrigo Campos     Já há algum tempo defendo que os conceitos clássicos são ainda insuficientes para definir o sucesso ou limitar as mudanças obtidas por projetos. Não tenho nenhuma dúvida que essas definições extrapolam simplesmente o cumprimento de escopo, custo, prazo e qualidade. Reconheço a mais-valia e a evolução das metodologias de gerenciamento de projetos baseadas naquilo que defino como enfoque clássico visto que buscam estabelecer um padrão médio referenciado em best practices. Entretanto, identifico que o maior equivoco dessa abordagem seja o de focar resultado e não efeito (conseqüência). É assim que explico parte do insucesso mesmo daqueles projetos que obtêm o sucesso técnico. Entendo que o sucesso real de um projeto não pode ser garantido apenas pelo gerenciamento da sua integração, escopo, tempo, custos, qualidade, recursos humanos, comunicações, riscos e aquisições ou pelo acompanhamento de cronogramas e curva S ou elaboração de relatórios. Na minha visão: “Projeto tem começo, meio, fim …. e conseqüências”.

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Uma questão de lealdade para com…

Por Rodrigo Campos   De acordo com as definições mais comuns lealdade é – “propósito ou devoção de fidelidade a alguma pessoa ou causa”. Constitui algo que entregamos a terceiros por escolha e convicção. Em tese, ao leal importa a crença, a admiração e o apoio incondicional a outrem. O leal se caracteriza por ser um observador atento que participa da construção da história, embora não seja dela protagonista. Uma referência rica sobre o mesmo tema é o clássico da literatura mundial Don Quixote de la Mancha, do espanhol Miguel de Cervantes. Dom Quixote, após ler vários livros sobre cavalaria errante, enlouquecido, veste-se com uma armadura velha e convida Sancho Pança para ser seu escudeiro, que aceita segui-lo pela promessa de governar uma ilha. Sancho, um ingênuo lavrador, atua como personagem de contraste. Enquanto Quixote é fantasia, Sancho é realidade. Cavaleiro e escudeiro saem pelo mundo em busca de consertar aquilo que está torto. Pensando salvar fracos, oprimidos e donzelas em perigo, Dom Quixote faz confusões com rebanho de ovelhas, declarações à amada Dulcinéia e ao encontrar moinhos de vento, confunde-os com gigantes … Continue reading

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Elegância Empresarial.

Por Rodrigo Campos   Neste texto quero abordar a Elegância Empresarial, que considero algo mais distinto que simplesmente seguir a Etiqueta Corporativa. Enquanto a etiqueta baseia-se em recomendações de comportamentos aceitos socialmente para o profissional, a elegância remete ao modo como postura e atitudes da organização são percebidas. A Elegância Empresarial posiciona-se no sentido oposto do Capitalismo Selvagem, que também chamo de Barbarismo Empresarial. No Barbarismo tudo é permitido em função de um interesse unilateral que visa lucro a qualquer custo, sem qualquer base ética, moral ou compromisso social. De maneira análoga, o bárbaro se serve à mesa como se aquela fosse sua única e última refeição. Tal qual uma nuvem de gafanhotos, ele esgota todos os recursos de uma lavoura e, em seguida, busca uma nova área para consumir deixando a anterior absolutamente devastada. Usando a mesma figuração, o elegante serve-se de maneira suficiente para satisfazer sua vontade e necessidades, pois, sabe que aquela não é a única nem será sua última refeição. Ao ver a lavoura, porta-se como o agricultor que, além de mantê-la, investe para que possa ser melhorada e … Continue reading

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Experiência é Poeira na Bota.

Por Rodrigo Campos   Tem sido um erro comum organizações confundirem profissional sênior com senil. Penso na energia que gastamos em nossas organizações com situações onde a experiência simplificaria inúmeras tentativas em acertos objetivos. Não estou simplificando problemas corporativos como sendo a repetição de questões já vividas, embora isso possa de fato ocorrer. Aqui afirmo apenas que a experiência pode ajudar muito na busca de soluções pela comparação de cenários, ações, resultados e efeitos. As organizações modernas devem buscar construir com o auxilio da tecnologia da informação e suas ferramentas de software um repositório de conhecimento. Contudo, não creio que por essa possibilidade seja ignorada outra base substancial de conhecimento – a experiência do profissional.

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Cumplicidade Corporativa.

Por Rodrigo Campos   Atuo no mercado de Tecnologia da Informação onde turn-over é altíssimo. Por muito tempo acreditei que este fato se justificava pelo dinamismo da tecnologia, mas hoje vejo que ele se dá também pela falta de cumplicidade corporativa. Como consultor tenho a oportunidade de conhecer organizações de variados portes e segmentos. Recentemente, prestei consultoria para uma empresa onde essa cumplicidade me chamou atenção. Havia ali um senso de compromisso, gratidão e fidelidade incomum na nova ordem corporativa. Essa empresa, que é destaque no seu segmento de atuação, tem um grande empreendedor à sua frente, diretores competentes e suporte técnico e operacional eficiente. Embora isso explique o seu sucesso empresarial não explica o ambiente organizacional que encontrei. Então, fui procurar respostas junto às pessoas.

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Chegar ao Topo.

Por Rodrigo Campos   A abordagem clássica sobre carreira nos ensina a planejar, focar e organizar nossas ações em benefício de determinados objetivos. O caminho para o sucesso é descrito como uma escalada. Tal qual o alpinista, o profissional deve definir sua meta, estudar, planejar, equipar e executar seu plano rumo ao topo. Vamos tomar como exemplo a escalada do Monte Everest. As dificuldades são sabidamente enormes e os erros podem ser fatais. Muitos desistem, outros ficam pelo caminho, os poucos que alcançam o topo lá ficam por pouquíssimo tempo, há aqueles que padecem ao deixá-lo e ainda há quem volte a visitá-lo.

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Vitória – A Lição do Esporte para o Mundo Corporativo.

Por Rodrigo Campos   O sucesso corrobora uma trajetória, enquanto a vitória evidencia um momento. Ao assistir o Grande Prêmio da Turquia de F1 2008 me chamou atenção a comemoração de dois pilotos brasileiros. Um comemorava sua corrida de número 257 e o outro sua vitória, a 3ª consecutiva naquele circuito. A comemoração de um era mais contida, enquanto a do outro completamente visceral. É inegável que ambos têm trajetórias bem sucedidas. Obtiveram notoriedade em suas profissões, ajudaram seus familiares, constituíram suas próprias famílias e alcançaram êxito financeiro. Em propósitos, possuem ambições diferentes. Aquele que comemorou sua 3ª vitória, o mais novo, admite parar de correr quando não se sentir mais “competitivo” – ele quer ser campeão. O outro se propõe a celebrar cada participação subseqüente ao record 257 como vitória pelo fato de se manter “ativo”. Este exemplo que, pode bem representar comportamentos corporativos e individuais, é marcado por pontos comuns, ambição pela vitória e motivação pessoal, cada qual com sua perspectiva e medida.

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Experiência – Lanterna na Popa ou Farol?

Por Rodrigo Campos   Há algum tempo li por indicação de um amigo as memórias de Roberto Campos, ex-seminarista, economista, diplomata e político brasileiro reconhecido mesmo por seus desafetos como uma das maiores personalidades do Brasil contemporâneo. Bob Fields, como também era conhecido, teve brilhante carreira diplomática e política, tendo sido Embaixador, Deputado Federal, Senador e Ministro de Estado. Sua experiência foi relatada a próprio punho em dois livros sob o título Lanterna na Popa. A leitura dessas memórias elucida importantes capítulos a história brasileira e internacional da qual foi observador, coadjuvante e não raramente protagonista. Seus relatos caminham por fatos como a segunda guerra mundial, industrialização brasileira, pós-guerra, criação do Banco Mundial, guerra fria, criação do BNDE, criação da Pretrobras, milagre econômico, constituinte de 1988, privatizações, entre muitos outros. Além desses fatos, sua própria história de vida é um notável exemplo. Entre as muitas histórias relatadas, destaco uma que envolvia diretamente o ex-presidente americano Kennedy, líder do qual foi próximo, que transcrevo a seguir:

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O Poder e seus Jogos

Por Rodrigo Campos   Poder distingue aquilo que um indivíduo quer daquilo que ele pode realizar. O poder basicamente se divide em três tipos: Poder Coercitivo, Poder Utilitário e Poder Normativo. O primeiro é o poder da agressão: faça isso ou você apanha. O segundo é o poder do dinheiro, ou, de forma mais branda, do presente: faça isso que eu te dou isto. O terceiro é mais sutil: faça isso que terá reconhecimento e se sentirá bem – um exemplo típico são as medalhas de honra ao mérito. Embora seja uma característica determinante, a transitoriedade do poder não raramente é negligenciada.  Entre nós mortais o poder tem tempo finito (mandatos, cargos, carreira, vida, etc.). O poder abre portas e ao seu detentor e lhe confere distinção. O poder é alimentado e alimenta a faminta vaidade. Ao Rei, além da coroa, é necessário o reconhecimento da sua autoridade por seus súditos. A ausência desse reconhecimento cria desordem, mas a sua imposição gera revolta. É pela busca de equilíbrio que são feitas leis, normas, regras, acordos, hierarquia, cargos, funções e responsabilidades. Cabe aqui … Continue reading

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Formação de Equipes.

Por Rodrigo Campos   “Recruta-se homens para jornada perigosa. Salários baixos, frio extremo e longas horas de escuridão completa. Retorno em segurança duvidoso. Em caso de sucesso: honra e reconhecimento – Ernest Shackleton.” Este foi o anuncio de recrutamento feito para Expedição Imperial Transantártica de 1914. É possível que tanta sinceridade cause espanto ainda hoje. Em 1914 esse anuncio atraiu mais de 2 mil candidatos. Somos induzidos e nos permitimos acreditar em benefícios que podem nem existir. O risco é ser seduzido pelo “canto da sereia”, onde a realidade é disfarçada por promessas e expectativas que nos levam ao encontro de situações indesejadas. Nestes casos, não é prudente esperar gratidão quando a verdade se apresentar. A formação de uma equipe começa na idealização do propósito a ser alcançado. Continua no planejamento onde é feita a declaração dos resultados desejados, a definição de métodos, métricas e recursos e a quantificação de esforços e riscos. Segue pela execução com o aproveitamento e desenvolvimento das habilidades individuais e coletivas, gestão dos recursos disponibilizados e superação de imprevistos. Ao final, têm-se um conjunto de informações … Continue reading

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