Experiência é Poeira na Bota.
Por Rodrigo Campos Tem sido um erro comum organizações confundirem profissional sênior com senil. Penso na energia que gastamos em nossas organizações com situações onde a experiência simplificaria inúmeras tentativas em acertos objetivos. Não estou simplificando problemas corporativos como sendo a repetição de questões já vividas, embora isso possa de fato ocorrer. Aqui afirmo apenas que a experiência pode ajudar muito na busca de soluções pela comparação de cenários, ações, resultados e efeitos. As organizações modernas devem buscar construir com o auxilio da tecnologia da informação e suas ferramentas de software um repositório de conhecimento. Contudo, não creio que por essa possibilidade seja ignorada outra base substancial de conhecimento – a experiência do profissional.
Cumplicidade Corporativa.
Por Rodrigo Campos Atuo no mercado de Tecnologia da Informação onde turn-over é altíssimo. Por muito tempo acreditei que este fato se justificava pelo dinamismo da tecnologia, mas hoje vejo que ele se dá também pela falta de cumplicidade corporativa. Como consultor tenho a oportunidade de conhecer organizações de variados portes e segmentos. Recentemente, prestei consultoria para uma empresa onde essa cumplicidade me chamou atenção. Havia ali um senso de compromisso, gratidão e fidelidade incomum na nova ordem corporativa. Essa empresa, que é destaque no seu segmento de atuação, tem um grande empreendedor à sua frente, diretores competentes e suporte técnico e operacional eficiente. Embora isso explique o seu sucesso empresarial não explica o ambiente organizacional que encontrei. Então, fui procurar respostas junto às pessoas.
Chegar ao Topo.
Por Rodrigo Campos A abordagem clássica sobre carreira nos ensina a planejar, focar e organizar nossas ações em benefício de determinados objetivos. O caminho para o sucesso é descrito como uma escalada. Tal qual o alpinista, o profissional deve definir sua meta, estudar, planejar, equipar e executar seu plano rumo ao topo. Vamos tomar como exemplo a escalada do Monte Everest. As dificuldades são sabidamente enormes e os erros podem ser fatais. Muitos desistem, outros ficam pelo caminho, os poucos que alcançam o topo lá ficam por pouquíssimo tempo, há aqueles que padecem ao deixá-lo e ainda há quem volte a visitá-lo.
Começo, Meio, Fim e Recomeço.
Por Rodrigo Campos Tratamos começo, meio, fim e recomeço como algo inesperado, mas nada é mais constante na jornada humana. Sempre que pensamos terminar alguma coisa, iniciamos outra. Acredito não existir vácuo entre o término e o início. No começo tudo se resume a motivação e expectativas. Interagimos com o mundo e os seus atores com leveza e crença. Então, começamos a questionar e a duvidar. Chamamos a superação desses questionamentos e dúvidas de aprendizado. Considero essa fase como sendo a mais incrível das nossas vidas. Tudo se apresenta como novo e desafiador. Planejamos e agimos pensando em benefícios futuros, que podem ou não acontecer. Temos que acreditar que nossas expectativas se confirmarão. É isso que nos provê a vontade e esperança para prosseguir. Lembro-me de uma estória que ouvi na infância atribuída ao meu avô Bira. Nela um matuto plantava uma árvore que daria o seu primeiro fruto 20 anos depois. Quando questionado da validade daquele gesto por um amigo, o tal matuto respondeu que a partir daquele momento faltaria menos tempo para saborear o fruto.
A razão para algo que existe.
Por Rodrigo Campos “Propósito não é o ponto de mira do arqueiro; é a trajetória da flecha.” Mark L. Carpenter Não dou fé às generalizações de livros de auto-ajuda ou quaisquer outros que limitam a jornada humana a seguir receituários de sucesso. É como se fosse possível aos seus autores determinar que a atitude “X” leva diretamente ao resultado “Y”. Não creio que exista uma fórmula única e infalível para a felicidade pessoal ou para o sucesso profissional. Esse tipo de abordagem, apesar de possibilitar avanços em alguns casos, que reconheço, normalmente leva a crer que segui-la possa garantir êxito nas nossas pretensões, o que não raramente gera frustrações. Dou fé ao autoconhecimento, mas sei que ele não é garantia de felicidade ou sucesso. Sinto que por mais correto que desejo e tento ser, é certo que cometerei erros. Julgo que ao humanizar meus ídolos encurto a distancia até eles, torno-os figuras humanas possíveis. Creio na força do homem para projetar o seu futuro e escrever de próprio punho a sua história. Sei que devo agir com responsabilidade, sobretudo, … Continue reading


