Uma questão de lealdade para com…
Por Rodrigo Campos De acordo com as definições mais comuns lealdade é – “propósito ou devoção de fidelidade a alguma pessoa ou causa”. Constitui algo que entregamos a terceiros por escolha e convicção. Em tese, ao leal importa a crença, a admiração e o apoio incondicional a outrem. O leal se caracteriza por ser um observador atento que participa da construção da história, embora não seja dela protagonista. Uma referência rica sobre o mesmo tema é o clássico da literatura mundial Don Quixote de la Mancha, do espanhol Miguel de Cervantes. Dom Quixote, após ler vários livros sobre cavalaria errante, enlouquecido, veste-se com uma armadura velha e convida Sancho Pança para ser seu escudeiro, que aceita segui-lo pela promessa de governar uma ilha. Sancho, um ingênuo lavrador, atua como personagem de contraste. Enquanto Quixote é fantasia, Sancho é realidade. Cavaleiro e escudeiro saem pelo mundo em busca de consertar aquilo que está torto. Pensando salvar fracos, oprimidos e donzelas em perigo, Dom Quixote faz confusões com rebanho de ovelhas, declarações à amada Dulcinéia e ao encontrar moinhos de vento, confunde-os com gigantes … Continue reading
Cumplicidade Corporativa.
Por Rodrigo Campos Atuo no mercado de Tecnologia da Informação onde turn-over é altíssimo. Por muito tempo acreditei que este fato se justificava pelo dinamismo da tecnologia, mas hoje vejo que ele se dá também pela falta de cumplicidade corporativa. Como consultor tenho a oportunidade de conhecer organizações de variados portes e segmentos. Recentemente, prestei consultoria para uma empresa onde essa cumplicidade me chamou atenção. Havia ali um senso de compromisso, gratidão e fidelidade incomum na nova ordem corporativa. Essa empresa, que é destaque no seu segmento de atuação, tem um grande empreendedor à sua frente, diretores competentes e suporte técnico e operacional eficiente. Embora isso explique o seu sucesso empresarial não explica o ambiente organizacional que encontrei. Então, fui procurar respostas junto às pessoas.
Chegar ao Topo.
Por Rodrigo Campos A abordagem clássica sobre carreira nos ensina a planejar, focar e organizar nossas ações em benefício de determinados objetivos. O caminho para o sucesso é descrito como uma escalada. Tal qual o alpinista, o profissional deve definir sua meta, estudar, planejar, equipar e executar seu plano rumo ao topo. Vamos tomar como exemplo a escalada do Monte Everest. As dificuldades são sabidamente enormes e os erros podem ser fatais. Muitos desistem, outros ficam pelo caminho, os poucos que alcançam o topo lá ficam por pouquíssimo tempo, há aqueles que padecem ao deixá-lo e ainda há quem volte a visitá-lo.
O Poder e seus Jogos
Por Rodrigo Campos Poder distingue aquilo que um indivíduo quer daquilo que ele pode realizar. O poder basicamente se divide em três tipos: Poder Coercitivo, Poder Utilitário e Poder Normativo. O primeiro é o poder da agressão: faça isso ou você apanha. O segundo é o poder do dinheiro, ou, de forma mais branda, do presente: faça isso que eu te dou isto. O terceiro é mais sutil: faça isso que terá reconhecimento e se sentirá bem – um exemplo típico são as medalhas de honra ao mérito. Embora seja uma característica determinante, a transitoriedade do poder não raramente é negligenciada. Entre nós mortais o poder tem tempo finito (mandatos, cargos, carreira, vida, etc.). O poder abre portas e ao seu detentor e lhe confere distinção. O poder é alimentado e alimenta a faminta vaidade. Ao Rei, além da coroa, é necessário o reconhecimento da sua autoridade por seus súditos. A ausência desse reconhecimento cria desordem, mas a sua imposição gera revolta. É pela busca de equilíbrio que são feitas leis, normas, regras, acordos, hierarquia, cargos, funções e responsabilidades. Cabe aqui … Continue reading
Formação de Equipes.
Por Rodrigo Campos “Recruta-se homens para jornada perigosa. Salários baixos, frio extremo e longas horas de escuridão completa. Retorno em segurança duvidoso. Em caso de sucesso: honra e reconhecimento – Ernest Shackleton.” Este foi o anuncio de recrutamento feito para Expedição Imperial Transantártica de 1914. É possível que tanta sinceridade cause espanto ainda hoje. Em 1914 esse anuncio atraiu mais de 2 mil candidatos. Somos induzidos e nos permitimos acreditar em benefícios que podem nem existir. O risco é ser seduzido pelo “canto da sereia”, onde a realidade é disfarçada por promessas e expectativas que nos levam ao encontro de situações indesejadas. Nestes casos, não é prudente esperar gratidão quando a verdade se apresentar. A formação de uma equipe começa na idealização do propósito a ser alcançado. Continua no planejamento onde é feita a declaração dos resultados desejados, a definição de métodos, métricas e recursos e a quantificação de esforços e riscos. Segue pela execução com o aproveitamento e desenvolvimento das habilidades individuais e coletivas, gestão dos recursos disponibilizados e superação de imprevistos. Ao final, têm-se um conjunto de informações … Continue reading
O grande desafio do Líder.
Por Rodrigo Campos Como líder, busco fomentar o que de melhor existe em cada membro da minha equipe. Por uma opção particular, aplico um sistema de liberdade que faz com que cada membro tenha o sentimento de ser independente dentro da sua área de atuação. Procuro fazer emergir uma disciplina espontânea e ao mesmo tempo o senso de responsabilidade com o todo. Não vejo dilema entre ser temido ou respeitado, pois, opto sempre pelo respeito. Busco cumprir bem o papel de quem se propõe a liderar pessoas. Coloco-me entre as atividades que devem ser feitas e a pressão que existe para que não sejam. Digo sempre aos meus pares: “Estou aqui para deixá-los produzir e para impedir aquilo ou aqueles que se contraponham a isso”. Num primeiro momento, compro briga com quem só enxerga cifras e números. Embora sejam parâmetros importantes, entendo que o meu capital é o humano – o profissional, sendo ele o responsável pela geração do ativo – o conhecimento. É isso que produz o resultado, e isso que potencializo. Sendo o resultado favorável (e é) até os numerólogos ficam satisfeitos. … Continue reading
Reflexão: Meus Axiomas.
Por Rodrigo Campos Dizem que conselhos são uma forma de nostalgia. Por isso, vou escrever com base nas minhas próprias experiências e observações, que são fruto dos meus acertos e muitos tropeços. Fiquem tranqüilos, pois não recomendarei que usem “filtro solar”. Buscarei ser breve e direto. Irei sintetizar “tudo” em 12 conselhos, que, como são meus, minhas verdades, chamarei de Axiomas Fields, sendo eles: 1º - O que quer que deseje ser, seja qual profissão for, que ela seja por opção, nunca por falta dela. A falta de sinceridade profissional é um dos piores pecados que podem ser cometidos e, normalmente, condena o pecador à mediocridade profissional, seguida de frustração pessoal. 2º - A formação acadêmica, certificações e cursos são muito importantes. As certificações, por exemplo, no mínimo, mudam o seu currículo de pilha na mesa do avaliador. Porém, é o modo como você faz o seu trabalho e produz resultados objetivos (mensuráveis) que irá definir você como profissional. Obtenha títulos e certificados, mas faça com que os seus resultados possam falar mais por você que eles. Resultados são sempre o melhor cartão … Continue reading
Uma lição atemporal de liderança
Por Rodrigo Campos “Os grandes navegadores devem sua reputação aos temporais e às grandes tempestades” – Epicuro Tudo aquilo que tenho pesquisado, observado e vivido me indica que o bom líder é aquele que entende, e se faz entender por os seus liderados. É preciso saber comandar, mas é fundamental saber cativar. É fundamental que o liderado tenha fé no seu líder, seja para ter êxito e gozar de vitória gloriosa, ou para fracassar, e neste caso, padecer com honra. Citarei um relato de homens que foram capazes de superar situações desfavoráveis pela confiança no seu líder e outro onde isso não ocorreu. Um bom exemplo é a saga do Endurace, um navio a serviço da coroa britânica na Expedição Imperial Transantártica de 1914, comandado por Ernest Shackleton, que após ficar 306 dias nas garras de banquisas de gelo foi esmagado e afundou, deixando a todos no meio de um mar congelado. A determinação do capitão Shackleton salvou sua tripulação de 27 homens depois do desastre da perda do navio seguida do isolamento e da sobrevivência sobre o gelo.


